Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Por Terras Alentejanas



  Marius, através da janela visualiza um dia cinzento. A chuva cai de mansinho, não se vêem carros, não se vê vida. Tudo permanece nos seus lares, vendo, como eu, a chuva a cair.

Lagoa de Sto André


  Tantas vezes referido como local aprazível, logo teria que calhar num dia não a visita a este local. Um dia cinzento como foi o Verão passado, foi ver e quase partir. Como a fama gastronómica indica uma boa caldeirada lá Marius quis fazer uma vontade mas os preços astronómicos de alguns Restaurantes fizeram-no desistir da ideia. Em Portugal tenta-se, como a formiga, ganhar no Verão para descansar no Inverno, mas os portugueses não são “bifes” e assim fiquem lá com a caldeirada que em Peniche também se come caldeirada e não àqueles preços.

  Mas lá almoçou num Restaurante no Hotel Al Tarik e ala a caminho de Santiago do Cacém.

  Em Santiago do Cacém, Marius procurava as ruínas romanas de Miróbriga (tema já colocado no Império Romano). Mas, em antes de rumar ao passado, fez questão de subir ao Castelo e desfrutar das vistas sobre a cidade.

  Uma tenda medieval à entrada do Castelo, e uma exposição «No Caminho sob as Estrelas», uma referência à peregrinação a Sant’iago de Compostela, aguardavam-no numa subida íngreme que o “cavalo” de Marius já cansado de tantas estradas, montes e vales percorridos teve dificuldade em lá chegar.

A história de Sant’iago é deveras singular. Pelos vistos, era um dos discípulos de Jesus que até terá passado pela terra de Marius, Póvoa de Varzim. Segundo outras tradições, Santiago aparecia aos cristãos nas batalhas travadas em Espanha contra os mouros daí ter sido apelidado de "Matamoros" (Mata-mouros). Como isto de religião cada um puxa para o seu lado, é sinal que os cristãos não consideravam os mouros filhos do mesmo Deus e vice-versa. E esta luta irá continuar até que no fim só restem um mouro e um cristão. Aí Deus irá escolher um deles para assistir ao fim da Humanidade.

  Uma visita ao Castelo, com as bandeiras desfraldadas e, pela primeira vez, Marius viu um cemitério dentro de um castelo.


  Depois da visita a Miróbriga,que Marius recomenda, há que rumar até ao Algarve. Aberto o mapa, o caminho mais curto pareceu ser o virar à esquerda, mas não era.

  Uma paisagem com árvores frondosas a ladear o caminho. Aqui e ali, lá aparecia uma alma perdida naquela estrada, e Marius sem saber onde estava. Os km corriam e localidades nenhumas. Até que, por fim, lá apareceu uma placa dizendo Alvalade, ufff!... Já não era sem tempo.

  Um desvio e aparece a terra onde romanos já por lá tinham andado tendo deixado o seu legado como várias escavações arqueológicas o demonstram, a estrada romana que atravessava a freguesia de Alvalade, e que estabelecia a ligação entre Miróbriga e Pax Iulia (Beja), assim como a ponte, já muito alterada, situada sobre o antigo leito da Ribeira de Campilhas.

  Paragem em frente à Igreja da Misericórdia e uma visita ao Centro Histórico. Entrar na Igreja Matriz, onde é proibido tirar fotografias, engalanada, ver no altar a imagem de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira, padroeira de Alvalade, um olhar demorado sobre os campos e a ponte romana e como Marius ainda tinha muitos km pela frente, ala que se faz tarde.


  A promessa à amiga Bitu que, para a próxima, Marius irá ver com mais vagar a sua terra.

publicado por marius70 às 04:54
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1 comentário:
De Anónimo a 19 de Agosto de 2008 às 04:19
Marius andou por terras que eu nunca andei, sabe-se lá se um dia... Quanto à caldeirada, também estou de acordo contigo, já comi nalguns lados mas a melhor e mais em conta foi em Peniche, um dia destes tenho que lá voltar. Abraços. Enviado por João em janeiro 25, 2008 05:46 PM

Meu querido Marius, apesar do pouco tempo pra a net, muitas vezes tenho passado por aqui para ouvir estes belissimos cantares e "matar" um pouco as saudades deste meu Alentejo ,´Não tinha ainda comentado e agradecido esta linda e inesperada homenagem porque o sapo ou o meu pc não me têm permitido :( . Amei, amigo.De coração te agradeço. Esta cantiga apenas a ouço quando vou visitar meus pais e o meu querido velhote se lembra de cantá-la.... Enviado por bitu em março 9, 2008 11:52 AM

Ah....voltei para te dizer a ti e ao João que não se atrevam a ir comer caldeirada sem me convidarem. jokas Enviado por bitu em março 9, 2008 11:54 AM

Obrigado Marius,por ter visitado Alvalade! Já agora apareça na altura das Festas do Foral desta velha Vila Alentejana! Cumprimentos! Enviado por Jose em março 31, 2008 11:06 PM

MARIUS, ESPERO QUE O PRÓXIMO RUMO AO SUL ABRANJA CASTRO MARIM E O SEU CASTELO. SE FÔR NOS DIAS MEDIEVÁIS AINDA MELHOR, NEM SABES O QUE PERDES NANDA Enviado por NANDA em abril 7, 2008 12:48 AM

A sonhar já com uns dias por essas paragens....uma excelente semana para ti, amigo Enviado por bitu em junho 15, 2008 06:31 PM


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